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quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Doces coreanos


     E voltamos com mais uma matéria de dar água na boca! Primeiro vimos um pouco sobre como a culinária coreana é saudável (link aqui) e agora vamos dar uma olhada nos maravilhosos doces que este país tem a nos oferecer.
     Assim como a maioria dos pratos salgados, os doces sul coreanos também são feitos muitas vezes de ingredientes saudáveis, como arroz, feijão (sim, feijão!) e gergelim. Porém isso não quer dizer que os doces são sempre saudáveis, devido ao modo de preparo (alguns são fritos, por exemplo).

Doces industrializados


Choco Pie
Um dos doces preferidos da maioria dos kpoppers. Se trata de uma espécie de alfajor com massa extremamente leve recheado com marshmallow. Assim como a grande maioria dos doces asiáticos, cada unidade é embalada separadamente, e é uma ótima opção de doce para um lanche leve de fim de tarde.


Choco Heim
É um biscoito recheado e crocante, na forma de pequenos canudos grudados entre si. O recheio tradicional é de creme de avelã.









Pepero


O pepero nada mais é o biscoito mais famoso e adorado da Coreia do Sul. Possuindo vários sabores, é um biscoito em formado de palito. A maioria dos sabores são coberto por algum tipo de chocolate, podendo possuir ou não outros ingredientes misturados na cobertura. Além, é claro, da versão recheada do pepero, onde em vez de ter cobertura, ele possui recheio de chocolate. Curiosidade: no dia 11 de novembro é comemorado o pepero day, onde os coreanos presenteiam uns aos outros com caixas deste delicioso doce.

Doces tradicionais

Além da enorme variedade de biscoitos industrializados, os coreanos também possuem uma infinidade de doces tradicionais, com os mais diversos sabores e formatos.


Tteok

Equivalente coreano ao mochi japonês. Se trata de um bolinho de massa de arroz recheado de pasta de feijão doce azuki. 


Kyungdan

Bastante parecido com o tteok por também ser feito com massa de arroz. Porém é recheado com mel e açúcar. É muito comum em festas e aniversários coreanos.


Hotteok

Panqueca doce feita geralmente com farinha ou arroz recheada com castanhas diversas e açúcar mascavo. É um bom exemplo de doce não muito saudável, pois ele é frito em sua preparação.

Faça você mesmo

Ficou com vontade de se deliciar nestas maravilhas? Então você pode tentar fazer alguns destes doces em sua casa! A nossa sugestão é o hotteok, por ser de fácil preparação e muito saboroso! Assista abaixo o vídeo ensinando a preparar esta iguaria!



Escrito por: Junot Freire

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Mulheres rappers na Coreia


Muitas pessoas com certeza assistiram UNPRETTY RAPASTAR (1 ou 2), e muitos ainda se perguntam como é o cenário do k-hiphop e k-rap para uma mulher. Já estamos acostumados a ver rappers em grupos idols, como Exid, que tem a talentosa LE e até mesmo a rapper CL, do 2NE1, que vem chamando muita atenção no mercado americano. Mas como é a realidade das rappers coreanas?
Quando falamos de rap, imaginamos sempre homens com letras fortes e agressivas que normalmente fazem alguma critica sobre determinado assunto. Mas nos últimos anos, estamos vendo todas essas barreiras sendo modificadas. Entre tantos exemplos, darei destaque para a rapper Yoon Mirae.
Yoon Mirae é americana e seu nome de batismo é Natasha Shanta Reid. Filha de mãe coreana e pai afro-americano, ela é uma dos poucas artistas mestiças no entretenimento musical da Coreia do Sul (como Lee Michelle e Insooni). Tendo várias mudanças durante sua carreira, Yoon Mirae estreou no Grupo Uptown, em 1995. Um ano após a disband do seu grupo, em 2001, Mirae fez sua estreia solo como T. Seu álbum Gemini, de 2002, era composto por uma mistura de faixas de R&B, incluindo Concrete Jungle, que justapôs o fluxo rápido de suas rimas contra seus vocais ricos e aveludados. Em seu single Black Happiness, ela ilustra a dura realidade enfrentada pela artista como uma vocalista mestiça vivendo na Coreia do Sul.

Consequentemente, sua carreira solo se desenvolveu através de várias colaborações envolvendo seu marido, Tiger JK e seu parceiro musical, Bizzy. Em 2013, eles formaram o trio MFBTY e lançaram o criticamente aclamado álbum, The Cure.
Desde então, as rappers femininas vem ganhando um grande espaço na indústria coreana. Jessi, Cheetah, KittiB, Gilme, são exemplos de ótimas artistas do cenário underground (ou não) na Coreia. Com letras impactantes, na maioria das vezes as rappers femininas falam sobre as dificuldades em ser mulher nesse grande mercado e também suas histórias de vida.

Mas qual a grande diferença entre rappers idols e rappers independentes? Como podemos ver, grupos idols, em sua maioria, tem a música composta por outra pessoa. Desta forma, o rap tem de estar de acordo com o conceito do grupo e da música, sendo apenas uma parte integrante da canção. As rappers independentes fazem o seu próprio conceito e expressam suas próprias ideias. Essa diferença também aparece quando falamos de sucesso. Rappers idols realmente tem mais destaque na indústria coreana, seja pela empresa, ou pela grande propaganda que as cerca.
Rappers underground e até mesmo rappers idols de grupos ainda não tão conhecidos estão ganhando grande visibilidade após o programa Unpretty Rapstar, que é transmitido pelo canal da MNET. O programa vem nos surpreendendo a cada temporada. Como na segunda, onde tivemos a Hyolyn (SISTAR) mostrando suas grandes habilidades como rapper, dessa forma também, eliminando grande parte de qualquer tipo de preconceito que possa existir contra rappers femininas. O programa dá destaque a artistas do cenário underground também, como a KittiB, Gilme, Cheetah e várias outras que vimos e vamos conhecer nas próximas temporadas do UR.

Escrito pela kpopper: Thamy Ambromovich
Fontes: [1]

Você tem uma ideia de tema para o nosso blog ou quer enviar um de seus textos para nós? Nos contate em nossa página do Facebook.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Guia básico para viagem ou moradia na Coreia do Sul - PARTE 2


Olá pessoinhas, tudo bem com vocês? Estou de volta trazendo mais uma parte do Guia de Viagem e hoje trago-lhes grandes aprendizados com o tema alimentação! Vamos lá?!

Para começar, a culinária sul-coreana é muito diferente da que temos aqui no Brasil. Além de se bem diversificada, tendo desde pratos leves como sopas e caldos, também têm doces e bebidas, que além de serem saborosas são muito saudáveis e nutritivas. Na Coreia do Sul a saúde é levada em consideração ao extremo e eles raramente utilizam sal na maioria dos pratos. E diferente do Brasil, dificilmente iremos encontrar o pote de sal ou açúcar em cima da mesa de um restaurante, local público ou cafeteria.

Pesquisando e observando pelos programas, doramas, dentre outros locais, o arroz ainda continua sendo o principal alimento para os coreanos, porém os jovens já tem um olhar diferenciado para outros pratos e comem até comidas estrangeiras. No entanto, o amado e eterno arroz acaba sendo servido com vários acompanhamentos que geralmente são verduras, sopa, carne ensopada com legumes ou peixes.


Para comer uma comida tradicional coreana não podemos seguir adiante sem falar do famoso kimchi. O Kimchi é uma mistura de várias verduras conservadas, como acelga, nabo, cebolinha, pepino em salmouras e apimentadas, misturadas com outros ingredientes típicos coreanos. Há quem diga que ele é o arroz e feijão que tanto comemos e temos na nossa casa. O complemento da comida deles é o kimchi, que tem de vários tipos e alguns são feitos com vários condimentos, como o pó de pimentas secas e vermelhas, e o tradicional feito apenas com temperos saturados em um caldo.

Sempre no final de novembro ou no início de dezembro, algumas famílias coreanas costumam preparar/armazenar uma grande quantidade de Kimchi, para abastecer a geladeira para o inverno. Como a tecnologia das indústrias da Coreia está ficando modernas,e para quem não tem tempo ou quer esperar muito tempo para comer, o kimchi atualmente existe em muitas empresas que fazem diversas comidas fermentadas, o que ajuda as pessoas que moram só, trabalham ou estrangeiros que estão lá para estudar.


O doenjang é uma pasta de feijão bem famosa e utilizada na Coreia. Bem conhecida por seus atributos da prevenção do câncer, ele chama a atenção de muitos especialistas em alimentação. O doenjang é feito de sojas amarelas cozidas em água fervendo, secadas na sombra, deixadas embebedadas em água salgada e fermentadas ao sol.

Os coreanos, assim como nós os brasileiros, gostam muito de diversos tipos de carnes. Os pratos mais amados são os de bifes, que vemos geralmente nos programas. Eles fazem de tudo pra ganhar uma carne, seja ela frango ou outro tipo. E um dos pratos mais famosos é o bulgogi temperado (bife em tiras), que muitas vezes vemos eles prepararem em programas como Running Man (quem nunca ficou querendo comer vendo eles cozinhar?). E também tem o galbi (costela de vaca ou costelinhas de porco), que são as comidas coreanas que geralmente estrangeiros e os próprios coreanos amam comer.

Lembrando que nem toda comida possui pimenta no seu tempero. Todos podem viajar sem medo de viver a base de miojo ou fast-foods. Para fazer uma viagem deve ser tudo bem planejado, para não ficar com fome lá ou não ter dinheiro suficiente para gastar a vontade com o que quiser. Apesar da comida mais conhecida até hoje lá ser a tradicional, existem opções mais atuais como restaurantes estrangeiros que todos podem se deliciar com comidas de outros países.

O que não significa que sairá barato um almoço decente e digno, mas se você não se importar em comer nos fast-foods durante boa parte das refeições, um turista para cada dia de alimentação na Coréia do Sul, alternando entre coisinhas típicas mais baratas e fast-foods (segundo blogueiras) gasta 30.000 wons por dia, em média, o que dá R$75,00 por dia. Não é relativamente tão absurdo assim, planejando bem dá para comer direitinho lá sem passar apertos. 

Então, quem ficou com fome agora?  Confesso que tenho muita vontade de comer agora! Se você gostou não esquece de curtir a publicação do Facebook, compartilhar este blog com seus amigos, manda pra geral. Obrigada por ler até aqui e até a próxima parte, beijos ! 

sexta-feira, 10 de março de 2017

Guia básico para viagem ou moradia na Coreia do Sul - PARTE 1


Olá pessoinhas, no post de hoje vamos dar início a um guia básico de viagem, para vocês que sonham, pretendem e querem estudar ou morar na Coréia do Sul. Para iniciar, antes de você fazer as malas, precisa saber senão tudo pelo menos o básico sobre o lugar que você vai viajar. Seul, capital da Coréia do Sul é o local que a maioria das pessoas quer ir e fica rodeado de contrastes entre o antigo e o novo/atual, assim como vários países asiáticos. Encontram-se vários palácios centenários, templos budistas e edifícios com arquitetura futurista, a cidade se destaca pela atmosfera dinâmica, divertida e eletrizante. 
Para começar... ✈


Dica 1: Documentos, Passagem e planejamento

      Antes de tudo você tem que obter o passaporte e os vistos para viajar porém se for menor de idade tem de obter a autorização  do seu responsável  legal (#dicadeamiga: Não recomendo nenhum adolescente sem experiência viajar sozinho ou com um amiguinho da mesma idade pois podem ficar perdidos ou algo do tipo, então, se quiser viajar seja responsável).
      Depois do passaporte e vistos é hora das passagens e vocês sabem né? São duas, no caso uma nacional do seu local até fora do Brasil e outra internacional, que te levará até o seu destino. É bom você sempre saber planejar direitinho sua rota de viagem (mas isso contarei melhor em breve) e comprar com antecedência a passagem da volta pois ja garante que você vai voltar pra casa com toda certeza. É bom sempre chegar no aeroporto com duas horas de antecedência,  pode acontecer algum imprevisto no caminho e você perder o seu embarque.

 Recapitulando... A início você vai precisar de: 
✈Planejamento
✈Passaporte
✈Vistos
✈Passagem Nacional 
✈Passagem Internacional 
✈Chegar com duas horas de antecedência 
✈ Documentos 

Dica 2: Hotéis e Transporte. 


Não tem como você viajar sem planejar os Hotéis não é mesmo? Então  pesquise bem Hotéis ou Pousadas que sejam Confiáveis  ( por que não adianta fazer a viagem dos seus sonhos se não  tem um bom planejamento) e o local onde você vai guardar seus objetos de valor, compras e Dormir depois de longos passeios tem de ser além de tudo seguro.
 Dei uma pesquisada por aí, e é muito complicado escolher onde ficar em Seul e eu imagino que essa tarefa seja mais difícil ainda se você quiser conhecer outras partes, do país. Ja ouvi muitas blogueiras indicarem o " Hotel Saerim, que fica em Jongno-Gu…" E mesmo sendo simples é  espaçoso e  os quartos são grandes, segundo pessoas que já foram (se quiserem um post detalhado só do Hotel comenta aqui que eu faço para vocês ).


O transporte da Coréia do Sul evoluiu muito desde 2004 nele, são 400 linhas de ônibus divididas por quatro grupos, identificados por cores. Com essa mudança das linhas, saíram a cor e a logomarca das antigas empresas de ônibus e entraram as cores dos grupos na maioria dos veículos. (Meio parecido aqui com Salvador não ?) Hoje , ônibus azuis, amarelos, verdes e vermelhos, de propriedade privada, cortam Seul, num sistema administrado pelo setor público.
   Os azuis fazem rotas com uma certa distância maior e de forma expressa, fazendo um link/conexão de um subúrbio a outro e também ao centro. Os veículos verdes fazem o seu trajeto dentro da região metropolitana, cercando as estações de metrô e os pontos de ônibus expressos. Os amarelos trafegam dentro do centro de Seul, enquanto os vermelhos são destinados a viagens de longa distância, conectando as cidades satélites ao centro da capital sul-coreana.
     Atendendo a grande demanda dos coreanos pela tecnologia, todos os veículos têm GPS, o que permite e dá possibilidade para às autoridades monitorar e controlar a velocidade e a localização dos ônibus. As informações são passadas a todo tempo via celular e em tempo real para o usuário, assim o mesmo pode saber quanto tempo falta para o ônibus chegar ao ponto e qual a melhor rota ou conexão escolher. (Bem prático e organizado) Todo esse sistema está integrado ao metrô, cujas dez linhas somam 286 quilômetros, interligam 265 estações e transportam 4,4 milhões de pessoas por dia, muitas delas de outros países.


Cobrança

A tarifa da viagem toda é cobrada pela distância, eles não se importam se o passageiro vai pegar ônibus, metrô ou os meios de transporte, e o cartão, incluso em um sistema chamado de T-Money eles oferecem um desconto caso você carregue a cada mês. 

Como funciona : Quando entrar no ônibus pela porta da frente é só pagar a sua passagem com o transit card ou em dinheiro. Lá não são aceitas notas de dinheiro grandes (ex: 5.000 Won ou 10.000 Won). Grande maioria dos ônibus o seu destino de chegada ou a próxima parada é anunciada em coreano e inglês. Se você usar um, transit card tenha a atenção de analisar o seu cartão mais uma vez quando você sair. 

Espero que tenham gostado e por hoje é isso! Esse é o primeiro de vários capítulos dessa série. Logo trarei outras dicas de viagem e não esqueçam de curtir a publicação do face, comentar e deixar sua sugestão para mais conteúdos que vocês queiram que eu traga aqui. Aguardem a parte 2. Beijos e abraços! 


FONTE:@ mundo possivel

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Crise política na Coreia do Sul


Faz alguns dias temos visto uma onda de protestos e escândalos envolvendo a presidente da Coreia do Sul. Mas o que aconteceu? Vamos facilitar a situação de vocês e apresentar um pequeno resumo de tudo que aconteceu no país e quais as consequências destes acontecimentos!

O protesto

Manifestantes exigem a demissão da presidenta Park, no sábado.
Fonte: El País

No dia 29 de Outubro de 2016, milhares de sul coreanos protestaram na capital Seoul exigindo a renúncia da presidente Park Geun-Hye. O motivo? Uma crise causada por alegações de que uma amiga da presidente estava exercendo influência inadequada e interferindo em assuntos do Estado.

O motivo

O escândalo estourou quando uma rede local de TV informou ter encontrado um computador em nome de Choi Soon-Sil, amiga da presidente, contendo documentos e informações sigilosas do governo, sendo que ela não tem nenhum cargo oficial e portanto, nenhuma permissão ao acesso a aqueles documentos. Foi também divulgado depois de que Choi estava utilizando o acesso a informações privilegiadas para obter vantagens financeiras para si própria. Após os protestos e o escândalo a presidente se desculpou publicamente para a população pelos atos e a amiga dela foi presa de forma preventiva para evitar que ela fuja do país. 

As consequências

Devido ao escândalo presidencial a Coreia do Sul entrou em uma profunda crise política. Vários ministros do governo foram demitidos e novos ministros foram chamados para integrar o governo. Até o momento da redação desta matéria não existiram outras consequências para o governo ou para a presidente, acompanhem as notícias para saber como vai prosseguir esta história!

Fonte: G1, El País

domingo, 9 de outubro de 2016

Tufão Chaba

http://og.infg.com.br/in/20238640-543-194/FT1086A/420/201610050606555294_AFP.jpg
Imagem: O Globo

Com contagem de 5 mortos e 5 desaparecidos segundo a imprensa coreana, o tufão Chaba causou destruição de casas e inundação do principal porto do país.
A tempestade de chuva e ventos fortes atingiu a ilha de Jeju de terça para quarta-feira, provocando cortes na energia. O porto de Busan ficou fechado por dois dias, enquanto o tufão seguia para o Japão.
Na quinta-feira (06), recebi um vídeo do meu amigo Yu Hongtae, que mora em Busan. O vídeo mostra seu caminho para o trabalho, e como amanheceu a cidade. Confiram abaixo:

Para mais informações sobre o tufão confiram o seguinte vídeo:


Escrito por: Thamy Ambromovich

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Drogas na Coreia do Sul



Enquanto que em vários países ocidentais o uso de determinados tipos de drogas é tolerado e aparece em vários filmes e séries de diversos gêneros, na Coreia do Sul o consumo de determinadas substâncias é um tabu gigantesco, com punições legais bem rígidas aos usuários e outras pessoas envolvidas. Mas ao mesmo tempo que drogas ilícitas são motivo de vergonha e isolamento, o uso de algumas drogas lícitas pelo país é bem comum, como o caso do cigarro. Hoje vamos ver um pouco sobre a política anti-drogas coreana e ver como é a relação do país com substâncias lícitas e ilícitas.

Criminalização das drogas

Consumir, criar, possuir, comprar, vender ou transportar te levará a uma prisão de mais ou menos 10 anos além de uma bela multa. Sim, a legislação anti-drogas coreana é muito rígida, portanto, não use drogas na Coreia do Sul, a menos que você queira ser preso!
E como a polícia descobre quem usa? Um dos casos comuns são os oficiais entrarem em festas ou clubes e aplicarem testes para consumo de drogas nos presentes. De acordo com dados policiais as regiões de Gangnam e Yongsan são as que ocorrem mais prisões relacionadas a drogas na Coreia do sul.
Não existem muitas notícias relacionadas ao tema (com conteúdos diferenciados), mas recomendamos o vídeo do Eat Your Kimchi (para quem sabe inglês) para aprender um pouco mais sobre o uso de drogas ilícitas na Coreia do Sul:


Cigarro e outras drogas lícitas

Ao contrário do uso de drogas ilícitas, uma grande parte da população coreana fuma cigarros. Segundo dados, 36.2% dos homens coreanos fumam, enquanto 4.3% das mulheres afirmaram usar cigarros, o que é um valor a ser contestado, já que devido a preconceitos enraizados na cultura, as mulheres fingem não fumar (mas é comum ver elas fumando escondidas em banheiros ou em suas casas).
Devido ao alto índice de fumantes no país, o governo coreano tem trazido diversas leis e políticas anti-cigarros. Tais como: proibição de uso dos cigarros em restaurantes, cafés e bares mesmo que hajam salas para fumantes; proibição de certas palavras positivas em propagandas do produto e aumento dos preços dos cigarros.
O consumo de bebidas alcoólicas também é algo muito comum. O álcool está tão enraizado na cultura coreana que iremos tratar dele separadamente em outra matéria, mas alguns pontos que iremos salientar desde já são: as bebidas custam muito barato, são encontradas em um grande número de lojas e é possível ver pessoas bebendo em qualquer horário do dia. O cantor PSY inclusive já fez uma música mostrando alguns efeitos da bebida vistos no dia-a-dia da Coreia do Sul.


Fontes: [1][2][3][4]

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Internet Coreana e bloqueio de conexão


Após notícias recentes sobre a falta de respeito das operadoras de Internet brasileiras acerca do limite de dados que será imposto aos usuários não é uma surpresa ouvirmos falar que a Internet de outros países é muito melhor que a nossa em vários e vários quesitos de comparação. Hoje veremos como é a Internet coreana e como ela se destaca como a melhor do planeta.

Internet na Coreia do Sul

Fonte: stateoftheinternet.com
A Coreia do Sul não é apenas um dos países com alta velocidade de conexão, mas sim o país com maior velocidade de conexão no mundo e com uma larga vantagem em relação aos outros países. Segundo o rank de 2015 do Akamai Q4 (imagem acima), a média de velocidade de conexão coreana é de 26,7Mb/s, contra 19,1Mb/s do segundo lugar, a Suécia. Segundo o rank Akamai Q3 do mesmo ano, a Coreia do Sul também se mantém com a maior velocidade de conexão (20,5Mb/s), enquanto outros países possuem taxas bem menores, como o Japão (15Mb/s), EUA (12,6Mb/s) e o Sri Lanka (5,1Mb/s). O Brasil ocupa a péssima posição número 47 dentre 55 países listados, com velocidade média de conexão de 3,6Mb/s.

Mas quais os motivos para uma conexão tão rápida? Iremos listar dois pontos que respondem a essa pergunta: governo e mercado. O governo coreano ajudou a estabelecer uma infraestrutura de alta qualidade pelo país e o mercado local é tão competitivo que as empresas buscam sempre formas de trazer clientes para si, o que causa um aumento da velocidade oferecida e uma diminuição dos custos que o cliente vai ter ao contratar o serviço. Esses fatores levam a Coreia a também ter um dos serviços de internet mais baratos em relação à renda da população, como é mostrado no gráfico abaixo.


É claro que nem tudo são flores. A internet sul coreana possui vários filtros e censura de conteúdos. Os conteúdos mais censurados são relacionados a apoio à Coreia do Norte, nudez e sexo. Vários sites e contas, seja do próprio país ou de fora, já foram bloqueados de serem vistos na Coreia do Sul por causa desses filtros. Além disso, o Google já criticou os serviços de conexão coreanas por limitarem a velocidade de acesso a sites de streaming de vídeo internacionais (como o Youtube), enquanto os sites nacionais operam com velocidade máxima.

E quanto a nós brasileiros?


Enquanto países como Coreia do Sul, Japão e Suécia possuem altíssimas velocidades de conexão com custo reduzido, nós brasileiros temos que pagar caro para contratar um serviço de internet sucateado que muitas vezes não entrega aos clientes nem metade da velocidade que eles pagam para ter. Além de tudo isso, uma nova forma de prejudicar nós usuários de internet está em processo de ser implementada pelas grandes empresas de telefonia: o limite de dados. 

Para quem não sabe, o limite de dados que querem implementar é semelhante ao que já ocorre no serviço de 3G dos aparelhos móveis: quando você consome aquela quantidade de dados a sua conexão é diminuída ou cortada até o pagamento de uma nova parcela de dados. Esse limite imposto já incomoda os usuários de conexões móveis, afinal, quem nunca ficou surpreso em ver que sua franquia do dia acabou em meia hora só carregando as mensagens do WhatsApp ou notificações do Facebook?

Então agora imagine que esse limite de dados vai ser aplicado à conexão de sua casa. E que esse limite não será muito grande. Por exemplo ,conexões de velocidade de 15Mb teriam em média uns 100GB de limite de dados mensal. Levando em conta que 20 minutos de Netflix (ou serviços de dorama, como o Drama Fever e o Viki) consomem em média 1GB de dados, assistir cerca de 40 minutos em vídeos no youtube em qualidade média também gasta em média 1GB, além de considerar todo o conteúdo que você faz download, visualiza em redes sociais e envia para a internet, o limite de dados seria estourado em pouquíssimos dias!

Para você que acredita que este limite é um retrocesso para a sociedade quanto ao uso da tecnologia e não quer que sua internet seja limitada por causa de interesses comerciais, não fique parado! Acesse a petição contra essas medidas aqui, participe, divulgue aos seus amigos e familiares e mostre que a união faz a força!

Escrito por: Junot Freire
Fontes: [1], [2], [3], [4][5][6][7]

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

O natal coreano


O natal é um dos feriados mais importantes do ocidente, sendo comemorado na maioria dos países que estão do nosso lado do planeta. Mas como será este feriado na Coreia do Sul? Já vimos recentemente que os coreanos não são um povo extremamente religioso (aqui), mas os artistas do Kpop fazem muitas canções natalinas nesta época do ano. Continue a leitura e descubra onde tudo isso entra no feriado!

Feriado e religiosidade


Ao contrário dos outros países asiáticos, o natal é um feriado oficial, ou seja, as pessoas são dispensadas do trabalho e escola para aproveitar o dia. Mas no dia 26 de dezembro todos tem que voltar para suas atividades normais. Devido ao fato da grande maioria dos coreanos não serem cristãos este período do ano não é tão marcado pela religiosidade e mais pela tradição de troca de presentes. 
    As famílias cristãs costumam se reunir e decorar suas casas com adereços natalinos como ocorre aqui no Brasil e em outros países ocidentais. Mas para a maioria dos coreanos o natal é comemorado de uma forma bem diferente.

Cultura de casal e tradições

Como já vimos anteriormente em outra matéria, a cultura de casal na Coreia do Sul é muito forte. E uma prova disso é que o natal é uma espécie de feriado de casal. Os casais se encontram para esquiar, ir no cinema ou nos parques. É quase uma segunda edição do dia dos namorados. Enquanto isso, os solteiros que não se encontram com a família no dia saem com os amigos, vão para bares e festas para encontrar um par ou apenas sofrem a solidão eterna do natal.
    A área comercial das cidades é muito decorada, ao contrário das regiões residenciais. Os coreanos costumam trocar presentes (sendo que o presente mais comum é dinheiro, e não "presentes de verdade") e a comida tradicional do feriado é o bolo de natal que geralmente é comprado em alguma loja local (algumas pessoas preferem o bolo com sorvete). Os símbolos natalinos que conhecemos também estão presentes. O papai noel pode ser visto usando vermelho ou azul (ele também é conhecido como "vovô noel"). Também é muito comum ver várias promoções e ofertas pelas lojas para as pessoas comprarem presentes,
    Enquanto isso, na Coreia do Norte, como as pessoas podem ser presas por praticar suas crenças religiosas, o Natal é comemorado em segredo, isso quando é comemorado.


Escrito por: Junot Freire
Fontes: [1][2][3][4][5]

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

A religião na Coreia


Enquanto no Brasil temos grandes embates entre religiões ou "ícones" de alguma crença tentando forçar suas palavras pela garganta do povo, na Coreia do Sul a religiosidade de cada indivíduo é mais respeitada (ao contrário do seu "vizinho do norte"). Hoje vamos ver um pouco mais sobre como é a vida religiosa do povo coreano e o que podemos aprender com isso.

Religião pré-Guerra das Coreias


Do início da criação do país até por volta do ano de 372, o Xamanismo Coreano foi uma das únicas religiões existentes no país. O Xamanismo da Coreia é uma vertente das religiões tradicionais chinesas, onde ocorre toda uma consideração com a natureza e suas entidades. Por volta do ano 372, o Budismo juntamente com influências confucionistas chinesas se adentraram no país, trazendo mais adeptos para a religião e criando o Confucionismo Coreano (cuja filosofia se encontra presente até hoje na sociedade sul coreana).

Religiosidade na Coreia do Sul

Desde a divisão da Península Coreana em dois países, o panorama da religiosidade na Coreia do Sul mudou drasticamente em relação a era pré-divisão. Cada coreano escolhe sua própria religião (ou não ter uma crença), e essas escolhas não repercutem na política ou nas relações interpessoais de forma tão impactante como é visto no Brasil ou em outros países americanos. 
Segundo o censo coreano de 2005, quase 50% da população não tem uma religião definida. Já entre o restante da população, as três maiores religiões praticadas são o Budismo, Protestantismo e Catolicismo (em ordem de porcentagem da população que possui a crença). Outras religiões são praticadas, mas não são tão comuns quanto as três listadas anteriormente.
Algumas tradições do Confucionismo ainda continuam presentes na sociedade sul coreana, como o ato de respeitar os mais velhos (se curvando e se dirigindo a eles de uma forma mais formal) e o afinco nos estudos (que já foi comentado em matérias antigas).

Religiosidade na Coreia do Norte


Enquanto a liberdade de crença é um fato na Coreia do Sul, a realidade do norte é um pouco diferente. O governo norte-coreano é anti-religioso (contra quaisquer tipos de religião) e a "crença" ensinada é o Juche (baseado no materialismo marxista). Qualquer ato ou prática religiosa deve ser feita às escondidas e mesmo assim podem haver consequências. Mas mesmo com esta política, uma certa parte dos norte coreanos são adeptos do Xamanismo Coreano (crença que foi perpetuada mesmo depois da divisão do país). Não existem dados oficiais de qual porcentagem da população possui alguma religião.

Crenças e costumes religiosos costumam ser assuntos delicados para discussões, mas também conseguimos tirar pontos positivos deles. A liberdade de escola sul coreana e a forma como diferentes religiões convivem sem afetar a sociedade como um todo de forma negativa são pontos muito interessantes para se trazer para a nossa realidade, não é mesmo?

Escrito por: Junot Freire
Fontes: [1][2][3][4][5][6]

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

O negro na Coreia


Quando se assiste doramas, filmes ou videoclipes coreanos se percebe que raramente aparecem ocidentais, e quando aparecem quase sempre possuem o estereótipo europeu de aparência. Por isso muitos se perguntam: e a presença de negros no país? Qual o convívio deles com a população nativa? Será que ocorre preconceito? A matéria de hoje apresenta uma visão sobre estes e outros aspectos.

Tradições fortes

A Coreia sempre foi um país extremamente fechado a influências externas, principalmente do ocidente, o que resultou numa falta de miscigenação entre vários tipos de etnias, ao contrário do que aconteceu no Brasil. A interação com o mundo "de fora" quase sempre se deu na forma de invasões ao país (que já vimos em outra matéria daqui do site), o que causou à população (principalmente mais velha) uma certa desconfiança a qualquer estrangeiro, e isso se reflete na reação às pessoas que possuem um tom de pele mais escuro do que o dos coreanos. Isso não quer dizer que a população do país é extremamente racista ou violenta.

Estrangeiros no país

Basicamente quando se visita a Coreia do Sul, é bem notório que não existe bem uma separação entre etnia e nacionalidade. Não há uma miscigenação visível no país, o que faz com que essas duas noções se misturem tanto na realidade do povo coreano quando no entendimento deles do que significam estas palavras (voltaremos a este tópico novamente já já). 
     Esta homogeneidade na população faz com que qualquer pessoa que não esteja "no padrão" destoe muito na multidão, que é o caso dos ocidentais. E aqueles que possuem um tom de pele mais escuro ou um cabelo mais voltado para as raízes afro acabam se destacando ainda mais. Isto não significa que o povo coreano tenha uma cultura racista que denigre a imagem do negro em diversas ocasiões (como é visto em alguns países nos quais já houve um regime de escravidão africana). Os coreanos apenas não sabem como reagir por não terem uma vivência com outras culturas.
     Mas o que isso significa na prática? Ser negro na Coreia é ser encarado constantemente, apontado, tocado... Não com intenções negativas, mas como uma demonstração de surpresa ao ver alguém muito diferente do padrão coreano. As pessoas irão pedir para tirar fotos, tocar na pele ou no cabelo, e para eles estes atos não são vistos como uma gafe ou como falta de educação, mas sim como um choque cultural. E isto é mais comum entre os mais velhos, que provavelmente nunca viram uma pessoa assim na vida, do que entre os jovens, que provavelmente já tiveram professores de fora do país e que estão mais abertos a uma interação com outras culturas.
     É claro que também ocorrem casos de racismo, muitas vezes iniciados por pessoas mais velhas, como é o caso de alguns estrangeiros que vem para a Coreia procurando uma carreira no país mas que são rejeitados pelas empresas ou pelas escolas devido ao seu tom de pele, independente de suas qualificações.
    Outra curiosidade sobre a reação dos coreanos às pessoas com o tom de pele mais escuro, é que geralmente vão perguntar se você vem da África. Isso se deve à noção misturada de etnia e nacionalidade que vimos anteriormente. Para a população do país, determinados padrões de aparência são diretamente relacionados com um país, o que não funciona muito muito bem em nações com altos níveis de miscigenação como Brasil ou Estados Unidos.



Música e miscigenação


Recentemente, foi divulgado que o grupo Rania voltaria para o mundo da música depois de alguns anos sem material novo. Porém a relevação mais chocante foi a Alex, a nova integrante do grupo, uma garota afro-americana. A notícia se espalhou como uma bomba, mas causou controvérsias devido ao fato de que Alex não apareceu em nenhuma foto teaser junto com as outras garotas do grupo nem no videoclipe oficial. 
     Conseguimos ver o potencial de Alex nas apresentações ao vivo do grupo, mas ainda assim foi decepcionante o fato dela não estar presente em toda a coreografia (apenas no início e final da música). Para alguns fãs, esta é uma estratégia da empresa que agencia o grupo para medir se com esta nova integrante ocidental, o grupo possui mais destaque ou não. Para outros isso ocorreu devido ao fato dela ainda não ter aprendido toda a coreografia. Mas a verdade só o tempo dirá.
     Enquanto Alex é uma cantora afro-americana no mercado musical coreano, existem também cantores que são o resultado da miscigenação entre coreanos e negros.


Um bom exemplo é a cantora Lee Michelle, antiga finalista do programa Kpop-Star (SBS), que já foi trainee da YG e atualmente está na Loen (atual 1theK) e é filha de uma coreana com um afro-americano. Outra grande representante deste pequeno grupo é Insooni. Tendo estreado no mercado musical há mais de 40 anos, ela é considerada a diva do R&B coreano. Insooni teve uma infância muito difícil, sendo criada apenas pela mãe (coreana) e sendo vista como diferente pelos colegas de escola, por ter uma aparência diferente do resto da turma.


A população afrodescendente vive uma espécie de "vida de famoso no anonimato", onde se vive o dilema de ser o centro das atenções mas ao mesmo tempo não possui um grande destaque positivo na mídia. Mesmo não tendo grandes casos históricos de racismo, a Coreia do Sul ainda está num caminho de aprendizado, de como interagir com as diferenças e como elas nos tornam únicos.

Escrito por: Junot Freire
Agradecimentos à kpopper Thamy Ambromovich pelo conteúdo apresentado.
Fontes: [1][2][3][4][5]

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Vida de casal na Coreia do Sul


Quando pensamos em casais coreanos a primeira coisa que vem em nossas mentes são aqueles casais fofinhos dos doramas que não desgrudam um segundo sequer e estão sempre mostrando que são mesmo super fofos. Mas será a cultura de casal realmente assim na Coreia do Sul? Descubra com a gente!

Vida de casal

Sim! Essa visão que vocês conhecem do casal coreano é verdade! Basicamente, casais coreanos tendem a mostrar a todo momento que estão juntos e exalarem sua fofura aos quatro cantos do mundo. A forma mais conhecida de se mostrar isso são as camisas de casal, roupas bem parecidas para os dois namorados.


Mas se engana quem pensa que usar roupas iguais se resume apenas a camisas. Na Coreia do Sul é comum o uso de calças, chapéus e até sapatos de casal! Além é claro dos anéis de compromisso, que não são exclusividade apenas daqueles que estão juntos há muito tempo, mas também de recém-namorados. 

Datas comemorativas

Os coreanos não se limitam a dia dos namorados e aniversário de namoro (ou casamento), como nós brasileiros. Durante quase o ano todo existem datas especiais para os namorados, como a maioria dos dias 14 de casa mês (que existe uma matéria nossa sobre isso já escrita logo aqui) e datas como "100 dias de namoro" ou "200 dias desde o primeiro beijo". Sim, eles além de contarem os anos contam também as centenas de dias que se passaram desde o início do relacionamento!


Mas não pensem que por causa disso os coreanos vão lembrar de todas as datas, não é mesmo? Para facilitar este trabalho existe o "Between", um aplicativo de comunicação entre casais (uma espécie de WhatsApp onde você só pode conversar com seu companheiro) que possui um calendário onde você insere todas as datas especiais e ele vai informando quantos dias se passaram cada uma delas.

Basicamente, os casais coreanos costumam aproveitar bastante todos os momentos que passam juntos, criando muitos hábitos e datas especiais. Esta inundação de momentos fofos e legais é muitas vezes uma boa forma de fazer recém namorados se conhecerem mais e também uma maneira de animar mais a vida de casais há muito tempo juntos. E você, o que costuma fazer de divertido e especial com seu namorado ou namorada?

Escrito por: Junot Freire
Fonte: Eat Your Kimchi

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Coreia do Sul no YouTube


Quando se trata de conhecer um pouco mais a cultura coreana e algumas esquisitices deste povo, nem sempre encontramos bons materiais ou conteúdos com boas fontes. Porém existem algumas pessoas que moram ou já foram para a Coreia do Sul e que conseguem explicar adequadamente e de forma divertida o que se passa no país. Hoje vamos conhecer alguns canais do YouTube que você certamente deveria acompanhar!

Eat Your Kimchi



Provavelmente o canal mais famoso sobre vida na Coreia, Simon e Martina apresentam o Eat Your Kimchi. O casal produz vídeos deste assuntos sérios como drogas, até vídeos de artigos asiáticos completamente estranhos, como um "aparelho para malhar a boca". Eles são muito conhecidos na Coreia e já entrevistaram artistas como Amber, Eric Nam e SHINee. Alguns vídeos possuem legendas em portugês com boa qualidade, o áudio dos vídeos é em inglês.

What the pineaple


What the pineaple é basicamente o canal da Amber ( F(x) ) com seus amigos, onde eles fazem coisas mirabolantes pela Coreia do Sul, sempre tirando boas risadas de quem assiste, Os vídeos são preferencialmente em inglês.

You Are Here Cafe


Contendo vídeos legendados em inglês e coreano (simultaneamente), o You Are Here Cafe é um canal onde coreanos e estrangeiros discutem alguns tópicos sobre a sociedade coreana como ensino, serviço militar e casamento. É um canal bem interessante que permite ver diversas opiniões sobre um mesmo tema.

Esses canais fornecem tanto conteúdo quanto diversão (alguns mais diversão que outros e alguns mais conteúdo que outros) e são uma ótima forma de passar o seu tempo livre e aprender um pouco mais sobre a sociedade coreana.

Escrito por: Junot Freire

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Suicídio: o limite do estresse


Em sociedades onde o nível de cobrança para ser bem sucedido é incrivelmente alto e ocorre durante toda a vida do indivíduo, como ocorre na Ásia, as taxas de estresse (e consequentemente suicídio) são mais altas do que a média mundial. Hoje vamos entender um pouco as causas e consequências deste problema na Coreia do Sul.

Juventude e educação

Segundo dados do país, suicídio é a causa número 1 de mortes envolvendo jovens, mas qual o motivo disso? O estresse vindo do sistema de educação. Entre 2000 e 2003 foram documentados aproximadamente 1000 suicídios de jovens (idades entre 10 e 18) por causa do alto nível de competitividade para se chegar nas universidades de ponto e por causa dos níveis de desemprego.
     Essa alta competitividade se deve ao pensamento asiático de que tudo o que você faz no período de sua educação vai influenciar diretamente no seu futuro, fazendo com que você não seja bem-sucedido caso não entre numa instituição de ponta ou caso tenha um pouco de tempo livre em vez de estudar 24 horas por dia. E essa mentalidade de como tudo vai afetar seu futuro começa desde a infância, onde a criança começa a pensar que o único objetivo da vida dela até um certo ponto é passar num vestibular. Sendo assim, quando alguém não passa é quase como se houvesse um sentimento de falhar na vida por completo, e isto gera o suicídio.
     Esta situação é tão séria para os jovens que durante os exames para se ingressar numa universidade, as coberturas dos prédios são trancadas para evitar que no meio da prova algum estudante pule ao perceber que não está indo muito bem.

Vida adulta e terceira idade

Um fato alarmante: são os idosos (65 anos pra cima) que mais cometem suicídio na Coreia do Sul, e não os jovens. Mas os motivos para tais atos são diferentes das pessoas mais novas. Os suicídios entre os mais velhos são motivados ou por razões financeiras (no caso dos idosos que não conseguem se manter e se consideram um fardo para as famílias) e por frustrações no trabalho (no caso dos adultos, que em grande maioria dos casos odeiam o que fazem).

Estresse

Basicamente, a população coreana vive num ciclo vicioso de estresse, onde durante a infância você é levado a viver para conseguir uma boa nota num teste, ir para uma universidade que é muito massante, para depois não gostar do seu próprio emprego e no final da vida não ter condições de se manter. Segundo o relatório de felicidade da ONU deste ano, a Coreia do Sul, mesmo sendo tão desenvolvida, está em 47º dos 158 países listados. Este e outros valores fazem com que o governo crie políticas anti-suicídio para diminuir o número de pessoas que tiram suas vidas todo ano.
     Sejam por esses ou outros motivos, seja você brasileiro ou estrangeiro, caso você venha a se sentir depressivo ou esteja procurando se matar, procure ajuda. Em época de vestibular é comum a pressão excessiva nos jovens, mas não deixe uma nota definir a sua vida. Nenhuma nota tem o peso de uma vida.  

Escrito por: Junot Freire
Fontes: Eat Your KimchiUOL

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Fãs Sasaeng: Qual o limite do aceitável?


Ver os video clipes, assistir as apresentações ao vivo (ou até os shows), comprar cds, pedir uma foto quando vê na rua... Todas essas são ações comuns de fãs, seja de Kpop ou de qualquer outro estilo musical. Mas até onde o comportamento de um fã é considerado aceitável e saudável (para si mesmo e também para o artista)? Hoje iremos entender um pouco o que são fãs sasaengs, e o que eles fazem que causa uma imagem tão negativa.

O que é?

Segundo Sam Lansky (New York Times), a palavra sasaeng (사생) é formada por "sa", privado, ("私" em hanja) e "saeng", vida, ("生" em hanja), representando a obsessão desses fãs com a vida privada dos artistas. Basicamente, sasaeng são fãs extremos obcecados com a onda Hallyu e que perseguem os k-idols invadindo suas privacidades utilizando meios questionáveis.
Estas pessoas são muito mal vistas pela comunidade kpopper por diversos atos obsessivos ou violentos para com os artistas ou outros fãs.

Custo de vida


Ser uma fã sasaeng não sai barato. Além de muita disposição (e falta de limites), elas gastam horrores para seguir os seus ídolos. Muitas fãs fazem o possível (e o impossível) para ter qualquer informação pessoal dos famosos, como endereço ou número de telefone. Também existem taxis específicos para essas fãs que querem passar o dia perseguindo os pobres ídolos (uma média de 9h custa 500mil won, ou aproximadamente 1637 segundo a cotação de 10/10/2015).
Também existem "agências de inquéritos" que fazem serviços para as sasaeng, como uma espécie de detetive particular, a preços exorbitantes, apenas para conseguir algum objeto pessoal do ídolo.

Falta de limites e a segurança dos idols


O ato de ser uma sasaeng não é apenas prejudicial para o fã (que passa a ter uma vida voltada a uma rotina desregrada e exaustiva), mas também para os artistas que chegam a temer por suas próprias vidas devido às ações dessas pessoas.
As ações variam de empurrões em lugares públicos para conseguir tocar no artista, atirar objetos (como a lente de câmera que uma fã jogou no D.O. do EXO), bater (uma fã já deu um tapa no Yoochun do JYJ) e ameaças de sequestro (ocorrido com a atriz Kim YooJung).

Um conselho!

Não seja uma sasaeng! Muitos de nós temos uma vontade incrível de viajar para a Coreia e conhecer nossos cantores preferidos, mas todos precisamos saber o limite do saudável e do aceitável. Seja idol ou não, toda pessoa tem direito a sua privacidade e ao respeito. Então, mesmo que você só veja os artistas em shows aqui no Brasil, vamos não exagerar muito, ok?


Escrito por: Junot Freire
Fontes: [1][2][3][4]

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Pontos turísticos da Coreia do Sul


Que k-popper nunca pensou em ir para a coreia? Visitar o país da maior parte dos seus bias e tentar comprar itens direto de lá ou até mesmo comer algo coreano feito em terras coreanas deve ser um sonho, não? Mas a Coreia do Sul não é só isso. Assim como qualquer outro país, ela tem suas belezas, e hoje iremos conhecer alguns de seus pontos turísticos. 

Seul – Palácio de Changgyeong


Changgyeong é um palácio localizado em Seul. Originalmente era o Palácio de Verão do imperador Goryeo que mais tarde se tornou um dos cinco grandes palácios da Dinastia Joseon. O palácio foi construído originalmente como “Suganggung” pelo Rei Sejong por seu pai, Taejong, mas em 1483 renovado e ampliado pelo rei Seongjong altura em que recebeu seu nome atual. Durante o período colonial japonês, os japoneses construíram um jardim zoológico, jardim botânico e museu no local. Em 1983, os jardins zoológico e foram removidos. Assim como os outros cinco grandes palácios, Changgyeonggung foi fortemente danificada pelo povo japonês.

Andong – Hahoe Folk Village


O Folk Village Hahoe é uma aldeia tradicional da dinastia Joseon. A aldeia é uma parte valiosa da cultura coreana porque preserva a arquitetura de estilo do período, tradições populares, livros valiosos e a velha tradição do clã baseados em aldeias.
A aldeia está localizada em Andong, Gyeongsangbuk-do. Para o norte da vila é Cliff Buyongdae enquanto monte. Namsan fica ao sul. A aldeia está organizada em torno das diretrizes geomânticas de pungsu e assim a vila tem a forma de uma flor de lótus ou duas vírgulas interligadas. A aldeia foi listada pelo governo sul-coreano e pela UNESCO como Património Mundial com Yangdong Folk Village, em 2010.

Seul – N Seoul Tower


Construída entre 1969 e 1975, com um custo de aproximadamente U$2,5 milhões, a N Seoul Tower foi aberta ao público em 1980. Desde então, a torre tem sido um marco de Seul. Mede 236,7 metros de altura (a partir da base) e chega até 479,7 metros acima do nível do mar. Quando o proprietário original da N Seoul Tower realizou uma fusão com a CJ Corporation, recebeu o nome oficial de CJ Seoul Tower. Também é conhecida como Namsan Tower ou Seoul Tower.
É um costume dos casais coreanos de prender cadeados no topo da torre para desejar sucesso no relacionamento, para que dure muito. Também é costume dos casais coreanos tirarem os cadeados da torre quando terminam o relacionamento.

Incheon – Freedom Park


É o primeiro parque de estilo ocidental da Coreia do Sul. Feito por Samatin, um engenheiro russo, em 1888, foi construído nove anos antes do famoso Pagoda Park. Investido pelos norte-americanos, Ingleses e Chineses que viveram em torno do local do parque na dinastia Chosun, foi originalmente chamado Manguk Park (Mil Nações ou Parque de Todos as Nações, Parque Universal), mas foi renomeado West Park durante a colonização japonesa.
Um dos pontos de visitação mais famosos do parque é a estátua de Douglas McArthur, um memorial do centenário das relações entre Estados Unidos e Coreia do Sul. O resto do local contém diversas esculturas espalhadas por seu terreno, além de locais para os turistas descansarem.

Outros pontos turísticos da Coreia do Sul:
  • Em Seul
  1.  Museu Nacional da Coreia
  2.  Museu Nacional do Folclore da Coreia
  3.  Palácio Changch’ungdan
  4.  Memorial da Guerra
  5.  Santuário de Chongmyo
  6.  Palácio Changdeokgung
  7.  Palácio Changgyeonggung
  8.  Seoul Florest (parque)
  9.  Seoul National Capital Área (parque)
  10.  Rua Myeong-dong
  11.  Mercado Namdaemun
  12.  Itaewon (bairro turístico)
  13.  Colina Namsan
  •  Em Taegu
  1.  Jardim Zoológico de Taegu
  2.  Parque Duryu
  3.  Daegu Bangjja Yugi Museum
  4.  Torre Taegu
  5.  Museu Nacional de Taegu
  6.  Museu do Vídeo da Coreia
  7.  Taegu Ópera House
  8.  Museu de Artes Naturais
  9.  Centro de Cultura e Artes de Taegu
  •  Em Pusan
  1.  Tenplo Beomeosa
  2.  Fortaleza Cheonseongjinseong
  3.  Forte Dongnae eupseong
  4.  Museu Bokcheon
  5.  Torre de Pusan
  6.  Museu de História Moderna de Pusan
  7.  Museu Pusan
  8.  Museu da Universidade Nacional de Pusan
  9.  Museu da Marinha Nacional da Coreia
  10.  Praia Haeundae
Bem gente, aqui são apenas algumas dicas do que vocês podem fazer e visitar na Coréia. Existem diversos pontos turísticos por lá, vale a pena dar uma olhada por e conhecer alguns desses lindos lugares (que eu nunca visitei).

Escrito por: Alvaro Loki
Fonte: [1]
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